lunes, 11 de junio de 2018

UNA SOCIEDAD ADOLESCENTE






Por Agustín Laje

Alexis de Tocqueville fue, probablemente, el primer sociólogo de la historia. Sus análisis sobre la sociedad democrática moderna, focalizados en Estados Unidos y en Francia, derivaron en predicciones políticas que siguen llamando la atención por su exactitud.

En su célebre La democracia en América de 1840, anotaba: “Si quiero imaginar bajo qué rasgos nuevos podría producirse el despotismo en el mundo, veo una multitud innumerable de hombres semejantes e iguales que giran sin descanso sobre sí mismos para procurarse pequeños y vulgares placeres con los que llenan su alma […]. Por encima de ellos se alza un poder inmenso y tutelar que se encarga por sí solo de asegurar sus goces y de vigilar su suerte. Es absoluto, minucioso, regular, previsor y benigno. Se parecería al poder paterno si, como él, tuviese por objeto preparar a los hombres para la edad viril, pero, al contrario, no intenta más que fijarlos irrevocablemente en la infancia. Quiere que los ciudadanos gocen con tal de que solo piensen en gozar. Trabaja con gusto para su felicidad, pero quiere ser su único agente y solo árbitro; se ocupa de su seguridad, prevé y asegura sus necesidades, facilita sus placeres, dirige sus principales asuntos, gobierna su industria, regula sus sucesiones, divide sus herencias, ¿no puede quitarles por entero la dificultad de pensar y la pena de vivir?”.

El universo cultural que Tocqueville estaba vaticinando aquí era, principalmente, la sociedad capitalista bajo la tutela del Estado de bienestar que aparecería recién un siglo más tarde. El ciudadano, bajo este poder paternal que sobre él se erige, queda caracterizado como infante, aunque hoy sería más exacto llamarlo “adolescente”, etapa de la vida inexistente en el momento en que el pensador francés escribía.

En efecto, nuestra sociedad parece estar tocando el fin de la infancia y de la adultez, al mismo tiempo. Y es que el fin de la una redunda en el fin de la otra, porque entre ellas existe un lazo que fatalmente las anuda: un adulto es adulto en la medida en que protege y tutela al niño, y un niño continúa siendo niño en la medida en que no ingresa en las etapas preparativas para la adultez. La adolescencia, precisamente como interludio preparativo, aparece en este nuevo contexto como síntesis dialéctica donde se desvanece el proceso de crecimiento, transfigurando lo que era transición crítica en condición permanente: adulto en su independencia e infantil en su responsabilidad.

En la sociedad adolescente los niños se apresuran en ser adolescentes y los adultos se esfuerzan por no dejar de serlo. Alain Finkielkraut ha aseverado en La derrota del pensamiento que esta inversión es “la revolución cultural de la época posmoderna”. El adolescente no es un infante en la medida en que se adjudica derechos (con notable prepotencia), pero tampoco es un adulto toda vez que descarta responsabilidades y obligaciones (con una no menos notable desaprensión). La sociedad adolescente es, pues, tan demandante como manipulable: sus ciudadanos maquillan con caprichos, llantos y pataleos la debilidad de la que verdaderamente están constituidos.

Y es que si algo caracteriza al adolescente, eso es, desde luego, lo precario de su identidad. En la adolescencia no hay nada fijo: quien se piensa que se es en un momento determinado puede bruscamente cambiar al minuto siguiente; las opiniones varían, como las modas en indumentaria, ya no anualmente sino semanalmente, corriendo su propia cola en cada “trending topic”, y las redes sociales se han vuelto agencias unipersonales de modelaje; la música permuta caras bonitas que cantan siempre e inadvertidamente las mismas tres notas (el llamado “millennial whoop”); el desplazamiento deviene en actividad constante para aquellos que no tienen dónde ir porque no se encuentran en ningún lado; los vínculos afectivos se desgarran con facilidad; las creencias van y vienen, y los valores suponen una palabra de infrecuente utilización y menos utilidad. ¿Existe sujeto más manipulable que el que vive bajo el dictado de dichas condiciones?

CONFERENCIA: Os males do audiovisual no mundo moderno



Rev. Pe. Regimaldo O.P.
Abril,  2018


Os males do áudio visual no mundo moderno - Rev. Pe. Regimaldo O.P.

Cada vez mais homens de ciência que não são católicos se inclinam sobre esta questão, estudam as consequências do audiovisual sobre a nossa natureza. Como a matéria é muito extensa, não poderei provar cientificamente tudo o que vou dizer. Os livros e referências estão em francês. Para quem sabe francês, o padre Riout fez um resumo da questão.
Mesmo que eu não possa provar nesta conferência tudo o que vou dizer, procurarei dar as bases filosóficas, que mostram que o audiovisual tal como ele é utilizado hoje destrói a nossa natureza.
Durante a conferência nós veremos os males sob dois aspectos: do ponto de vista natural e do ponto de vista sobrenatural. Por ter dado esta conferência mais vezes para jovens, eu desenvolvi mais a parte natural, pois é importante durante a adolescência mostrar que não é uma imposição gratuita de Deus que nos impede de utilizar o recurso. Também é bom conhecer os argumentos naturais quando se vai falar com quem não é católico. Mas é claro que o aspecto sobrenatural é de longe o mais importante. A rigor, uma pessoa com grande força de vontade poderia usar estes meios sem consequências más para ela, mas penso poder afirmar que esta pessoa nunca chegaria à santidade.
Os princípios de filosofia: lógica e a psicologia. Na lógica teremos as três operações do espírito.
[D. Tomás: Quando se fala em psicologia, não é o que se pensa quando se ouve esta palavra. A psicologia é o estudo da alma, da vontade, da inteligência.]
Primeiro temos a simples apreensão, depois o juízo, e, por fim, o raciocínio. Por que é importante abordar este assunto? Porque o audiovisual é sempre utilizado para manobrar as massas, para embrutecer o povo. E nós vamos entender melhor isto fazendo esta análise das três operações do espírito. Na primeira operação do espirito é que se vai fornecer o conceito, que às vezes se traduz também como ideia – mas o termo conceito é melhor.
Como é que um conceito chega à nossa inteligência? Isto é estudado em psicologia. Tem um princípio filosófico que diz: nada chega à nossa inteligência que não tenha passado primeiro pelos sentidos. Um bebê, quando começa sua vida, o que ele faz? Ele mexe em tudo. Ele pega os objetos e coloca na boca. Ele toca em tudo, ele escuta tudo, ele olha para tudo, e ele coloca coisas na boca. Ou seja, com os sentidos ele percebe a realidade. Nós temos cinco sentidos externos: a audição, a visão, o olfato, o paladar e o tato. Temos também os sentidos internos. Os sinais externos nos darão os sinais. Os sentidos internos vão receber estas informações e vão elaborar pouco a pouco um conceito. Então, pelos sentidos nós chegamos a ter os primeiros conceitos. Quando uma criança nasce, ela não tem nada na cabeça. Deus nos fez de maneira que através do contato com a realidade os sentidos vão formar conceitos reais sobre a realidade.
Cinco princípios que estão na base de tudo o que conhecemos: se uma criança não tivesse nenhum dos sentidos, ela permaneceria uma idiota, sem capacidade de pensar por toda a sua vida. Eis um exemplo. A mãe leva o seu filho para uma sala e ele vê uma mesa de madeira retangular. Ele pergunta à mãe o que é aquilo, e a mãe diz que é uma mesa. Ele vai à cozinha e vê uma mesa de plástico branca e redonda. Ele pergunta o que é, e a mãe responde que é uma mesa. Ele vai para fora e vê uma mesa vermelha com três pés; e pergunta a mãe o que é, e a mãe responde que é uma mesa. Se ele entrar numa outra sala onde há uma mesa preta e oval, ele mesmo vai dizer que é uma mesa. Ele compreendeu isto vendo várias mesas diferentes. Apesar de uma ser branca, a outra ser vermelha, e a outra ser preta, de terem três ou quatro pés, de serem de madeira ou de plástico ou de ferro, ele entendeu o conceito de mesa. Ele mesmo julga a quarta mesa e diz “isto é uma mesa”, ele uniu os conceitos e emitiu um juízo.
A partir do julgamento ele vai colocar juízos um após o outro, e vai chegar a um raciocínio. Por exemplo: a madeira é dura, esta mesa é de madeira, então esta mesa é dura. A base do raciocínio deve ser verdadeira, deve partir de juízos verdadeiros. E para que o conceito seja verdadeiro, é necessário que seja idêntico à realidade.
E uma das coisas mais graves do mundo informático, como veremos, é que ele nos separa da realidade. Ele fabrica outra realidade, põe-nos em outro mundo. Quanto mais a pessoa for jovem, maior a catástrofe. A pessoa que já tem o seu juízo formado, que já tem experiência, pode olhar o virtual sabendo que é virtual, que não é a realidade; mas uma criança ainda não está formada, pode misturar as duas coisas, e temos exemplos disso: um caso real de uma criança de três anos que diz para a mãe: “veja, vou fazer como o Batman”, e pula pela janela, e morre. Quanto mais cedo ela começa [a ter contato com o mundo virtual], mais ela fica separada da realidade, e mais fácil será tragada pelos inimigos da nossa alma.
A constituição da alma: a primeira faculdade, a mais importante, é a inteligência, que pode ser comparada a um farol, porque ilumina. Em seguida, a vontade, que pode ser comparada a um motor. Mas há um primado, uma precedência da inteligência sobre a vontade; por exemplo, se você diz a uma pessoa “vá”, ela vai perguntar “para onde?”; enquanto ela não sabe para onde vai, ela não pode-se mover. Então a inteligência deve iluminar a vontade para que ela possa ser colocada em movimento.  A vida espiritual é extremamente importante. Alguém que não faz leitura espiritual e não faz oração não tem nada que oferecer à sua própria vontade. Um sermão de vinte minutos por semana não é suficiente para um católico viver no mundo atual. Na Idade Média poderia bastar – os sermões, porém, eram de uma hora –, mas no mundo moderno é impossível, é necessário ler e fazer oração.

Onze paixões

As paixões são boas em si mesmas. Nosso Senhor teve-as todas. Ele usou sua paixão de cólera contra os mercadores do templo, usou sua paixão de ódio contra o pecado. Em si elas são boas, mas depois do pecado original elas se revoltaram contra a inteligência. Podem ser divididas em duas categorias: concupscíveis e irascíveis. As concupscíveis nos farão ir para o bem, e as irascíveis ajuda-nos a superarmos o obstáculo que nos impediria de irmos ao bem. Vamos agora seguir, mas voltaremos a isto ao falarmos dos filmes e da música moderna.